Interpretação simultânea, consecutiva, sussurrada, de acompanhamento, remota e em língua gestual portuguesa, em todo o país. Se precisares, levamos a cabina, a consola e os recetores, e deixamos tudo montado e testado antes de a sala abrir. Mais abaixo vês qual delas serve o teu caso, quantos intérpretes são precisos, quanto custa e com que antecedência deves reservar.
Interpretação é a língua falada. Tradução é a língua escrita. Parece uma distinção de manual, mas é a origem de muitos pedidos que chegam trocados.
Um tradutor trabalha sobre um texto, sozinho, com tempo para consultar, rever e voltar atrás. Um intérprete trabalha sobre o que está a ser dito, ao vivo, sem rede e sem segunda tentativa. São profissões distintas, cada uma com a sua formação e a sua preparação, mesmo que haja quem exerça as duas.
Por isso também se contrata de outra maneira. Uma tradução escrita mede-se em palavras. Uma interpretação mede-se em tempo, pessoas e sala.
As modalidades, em linguagem de quem organiza:
| MODALIDADE | COMO SE PASSA | QUANDO FAZ SENTIDO |
|---|---|---|
| Simultânea | O intérprete fala ao mesmo tempo que o orador, de dentro de uma cabina, e a plateia ouve por auscultadores | Conferências, congressos, sessões com plateia e programa apertado |
| Consecutiva | O orador faz pausas e o intérprete fala a seguir | Reuniões, discursos curtos, quando não é possível montar equipamento |
| Sussurrada | O intérprete senta-se ao lado de uma ou duas pessoas e sussurra-lhes a interpretação, em tempo real | Uma ou duas pessoas numa sala onde todos os outros falam a mesma língua |
| De acompanhamento | O intérprete anda com o grupo e vai interpretando pelo caminho | Visitas a instalações, auditorias, feiras |
| Remota (RSI) | Os intérpretes trabalham à distância, num canal por língua, e cada participante escolhe a língua que ouve | Videochamadas, webinars, reuniões com participantes em vários países |
| Língua gestual portuguesa | Ao vivo na sala, ou em janela de vídeo | Sessões abertas ao público, formação, conteúdo que queres acessível a pessoas surdas |
A modalidade escolhe-se pelo número de pessoas e de línguas, pela duração e pela sala. O seletor do capítulo seguinte ajuda-te a chegar lá.
Responde a cinco perguntas e o seletor diz-te a modalidade, quantos intérpretes são precisos, o que há a montar e o que convém saber no teu caso.
Depende do número de pessoas que ouvem noutra língua e do tempo que tens. A consecutiva não leva equipamento, mas faz o evento durar o dobro, porque tudo é dito duas vezes. Com mais de quinze pessoas a ouvir noutra língua, ou com o programa apertado, a simultânea sai mais barata em tempo.
O que costuma apanhar as pessoas de surpresa é o que está à volta do intérprete. Na simultânea presencial, cabina, consola e recetores; na remota, Zoom ou Teams com canais de língua; na consecutiva, nada.
Na simultânea, acima de uma hora, são dois por língua, a revezar de vinte em vinte minutos.
A pergunta chega quase sempre assim: «Mas eu só preciso de uma língua, não basta um intérprete?» Na simultânea, se a sessão passar de uma hora, não.
A razão é fisiológica, e não sindical: interpretar em simultâneo obriga a ouvir, compreender, reformular e falar ao mesmo tempo, sem parar. A qualidade começa a cair ao fim de cerca de trinta minutos, e a partir daí vai descendo, cada vez mais depressa. Quem contrata um só intérprete para um dia inteiro não poupa metade: fica com a primeira meia hora boa e o resto a degradar-se, precisamente nas horas em que se decidem as coisas. Numa sessão até uma hora, essa descida ainda é curta e um intérprete consegue segurar a qualidade até ao fim.
Na consecutiva e na sussurrada, um intérprete chega para sessões curtas. Acima de uma hora, também são dois. E multiplica-se por língua: uma conferência de um dia interpretada para três línguas leva seis intérpretes, não três.
O equipamento arranja-se; a agenda dos intérpretes é que é escassa. Reserva assim que tiveres data e línguas, e manda os materiais pelo menos 48 horas antes.
Cabinas e recetores alugam-se, e uma plataforma contrata-se numa tarde. Intérpretes de conferência de uma dada combinação de línguas, em Portugal, há os que há, e os melhores fecham a agenda com meses de antecedência, sobretudo em época de congressos. Por isso a ordem certa é esta:
Diz-nos, mesmo sem programa nem sala fechada. É o que nos deixa confirmar quem está livre e fazer o orçamento. A equipa só fica reservada com o pagamento da adjudicação.
Planta e condições técnicas, para se saber que cabina cabe lá e onde.
Programa, lista de oradores, apresentações, siglas e nomes próprios. É o prazo dos nossos termos, e o mínimo de que um intérprete precisa para se preparar.
Ensaio técnico, se for remoto ou híbrido.
Os intérpretes chegam antes da hora e testam o som.
Receber os materiais com antecedência é o que separa uma interpretação correta de uma interpretação boa. Com as apresentações na mão, o intérprete chega à sala a saber como se diz o nome do teu produto, a sigla interna e o apelido do convidado. Sem elas, acerta no sentido mas arrisca falhar no detalhe, que é justamente o que a tua plateia conhece melhor.
Interpretação não se paga à palavra. Paga-se por tempo de intérprete: entre 300 € e 600 € + IVA por intérprete (369 € a 738 € com IVA), conforme o caso.
A conta faz-se assim:
| PARCELA | COMO CONTA |
|---|---|
| Honorários | Entre 300 € e 600 € + IVA por intérprete (369 € a 738 € com IVA a 23%), conforme o caso; o valor exato fica fechado no orçamento. O tempo conta-se por meia jornada (4 horas) ou jornada (7 horas), cada uma com uma hora de tolerância, a partir do momento em que o intérprete é chamado ao local. Na simultânea, acima de uma hora, são dois intérpretes por língua. |
| Horas extra | 100 € + IVA (123 € com IVA) por hora e por intérprete, para lá da hora de tolerância. |
| Equipamento | Cabina, consola e recetores, se formos nós a levar. O preço fica fechado no orçamento, com e sem IVA. Se já tens, não pagas. |
| Montagem | Incluída quando o equipamento é nosso. |
| Deslocação | 0,40 € + IVA por quilómetro (0,49 € com IVA) para lá de 30 km do nosso escritório do Porto. Viagens e estadia fora do país orçamentam-se à parte. |
| Refeições | Por conta de quem organiza, de qualidade comparável à dos convidados. Se não houver refeição prevista, 25 € + IVA por intérprete e por refeição (30,75 € com IVA) e pelo menos 60 minutos para comer. |
| Gravação | Só com acordo escrito prévio, e acrescenta 30% a 50% ao valor dos honorários, porque gravar é usar o trabalho do intérprete para lá do momento em que é ouvido. A interpretação remota e a transmissão aos próprios participantes não contam como gravação. |
O que reserva a equipa é o pagamento da adjudicação. Até ele chegar, não conseguimos segurar a agenda dos intérpretes, por muito adiantada que esteja a conversa, e por isso a disponibilidade confirma-se outra vez no momento em que adjudicas. O pagamento é de 100% na adjudicação, ou de 70% na adjudicação e 30% até 30 dias depois da fatura, conforme o projeto.
As condições de cancelamento vêm escritas no orçamento, para saberes com o que contas antes de adjudicares.
Nem toda a interpretação é uma conferência numa sala. E a lista não acaba aqui: se o teu caso não aparece, pergunta.
O que precisamos de saber para te dar uma primeira resposta em 24 horas úteis.
Se nos disseres isto de uma vez, respondemos depressa. Se faltar alguma coisa, vamos ter de perguntar, e perde-se um dia.
E se não souberes metade disto, diz-nos na mesma. A data e as línguas chegam para começar.
Diz-nos a data e as línguas. O resto vamos resolvendo contigo.
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