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Multimédia e acessibilidade › Interpretação

Interpretação:
de que precisa
o teu evento afinal

Interpretação simultânea, consecutiva, sussurrada, de acompanhamento, remota e em língua gestual portuguesa, em todo o país. Se precisares, levamos a cabina, a consola e os recetores, e deixamos tudo montado e testado antes de a sala abrir. Mais abaixo vês qual delas serve o teu caso, quantos intérpretes são precisos, quanto custa e com que antecedência deves reservar.

6 modalidadesPresencial, remota e híbridaZoom e TeamsCabina e recetores, se precisares
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O que é a interpretação, e o que não é

Interpretação é a língua falada. Tradução é a língua escrita. Parece uma distinção de manual, mas é a origem de muitos pedidos que chegam trocados.

Um tradutor trabalha sobre um texto, sozinho, com tempo para consultar, rever e voltar atrás. Um intérprete trabalha sobre o que está a ser dito, ao vivo, sem rede e sem segunda tentativa. São profissões distintas, cada uma com a sua formação e a sua preparação, mesmo que haja quem exerça as duas.

Por isso também se contrata de outra maneira. Uma tradução escrita mede-se em palavras. Uma interpretação mede-se em tempo, pessoas e sala.

As modalidades, em linguagem de quem organiza:

MODALIDADECOMO SE PASSAQUANDO FAZ SENTIDO
SimultâneaO intérprete fala ao mesmo tempo que o orador, de dentro de uma cabina, e a plateia ouve por auscultadoresConferências, congressos, sessões com plateia e programa apertado
ConsecutivaO orador faz pausas e o intérprete fala a seguirReuniões, discursos curtos, quando não é possível montar equipamento
SussurradaO intérprete senta-se ao lado de uma ou duas pessoas e sussurra-lhes a interpretação, em tempo realUma ou duas pessoas numa sala onde todos os outros falam a mesma língua
De acompanhamentoO intérprete anda com o grupo e vai interpretando pelo caminhoVisitas a instalações, auditorias, feiras
Remota (RSI)Os intérpretes trabalham à distância, num canal por língua, e cada participante escolhe a língua que ouveVideochamadas, webinars, reuniões com participantes em vários países
Língua gestual portuguesaAo vivo na sala, ou em janela de vídeoSessões abertas ao público, formação, conteúdo que queres acessível a pessoas surdas

A modalidade escolhe-se pelo número de pessoas e de línguas, pela duração e pela sala. O seletor do capítulo seguinte ajuda-te a chegar lá.

02

Simultânea ou consecutiva: que modalidade é que o teu evento pede

Responde a cinco perguntas e o seletor diz-te a modalidade, quantos intérpretes são precisos, o que há a montar e o que convém saber no teu caso.

Preciso de interpretação simultânea ou chega a consecutiva?

Depende do número de pessoas que ouvem noutra língua e do tempo que tens. A consecutiva não leva equipamento, mas faz o evento durar o dobro, porque tudo é dito duas vezes. Com mais de quinze pessoas a ouvir noutra língua, ou com o programa apertado, a simultânea sai mais barata em tempo.

QUE TIPO DE ENCONTRO É?

ONDE ESTÃO AS PESSOAS?

PARA QUANTAS LÍNGUAS É PRECISO INTERPRETAR?

QUANTAS PESSOAS OUVEM NOUTRA LÍNGUA?

QUANTO TEMPO DURA?

A TUA INTERPRETAÇÃO

Interpretação simultânea com cabina

    O QUE CONVÉM SABER
      Pede orçamento para este caso O seletor dá uma primeira resposta. O orçamento confirma-a, com o teu programa e a tua sala à frente.
      03

      O que é preciso montar: cabina, recetores ou plataforma

      O que costuma apanhar as pessoas de surpresa é o que está à volta do intérprete. Na simultânea presencial, cabina, consola e recetores; na remota, Zoom ou Teams com canais de língua; na consecutiva, nada.

      Se for simultânea, na sala

      Podemos levar o equipamento: cabina, consola, microfones e os recetores para a plateia. Se já tens, usamos o teu. A cabina insonorizada é uma caixa fechada, com ventilação e vidro, e não um simples biombo: assim a voz do intérprete não entra no microfone do orador nem chega à plateia. Há normas ISO próprias para cabinas de interpretação, que existem porque o que está em causa é o som e o ar de duas pessoas fechadas durante horas. A montagem é nossa: montamos, testamos e deixamos o sistema a funcionar antes de a sala abrir, desde que tenhamos acesso ao espaço com a antecedência combinada. Não ficamos na sala durante a sessão; se quiseres assistência técnica presente do início ao fim, diz-nos, porque isso se combina à parte. E os intérpretes têm de ver quem fala: ou a cabina tem linha de vista para o palco, ou leva um monitor.

      Se for remota

      Trabalhamos no Zoom e no Teams, que são as plataformas onde a tua reunião provavelmente já acontece. A cabina passa a ser um canal de língua dentro da chamada: cada pessoa escolhe o idioma que ouve e ninguém muda de sítio. Exige-se mais do som de cada um: quem fala e quem interpreta têm de estar ligados por cabo, não por wi-fi, e usar auriculares com fio, nunca o altifalante do portátil. E faz-se um ensaio técnico antes, com as pessoas que vão mesmo falar.

      Se for híbrido

      Tens duas plateias com necessidades diferentes e um problema que não é óbvio: o som da sala tem de chegar limpo aos intérpretes. Quando um evento híbrido corre mal, é por aqui, e não pela interpretação.

      Se for consecutiva ou sussurrada

      Não há nada a montar, basta a voz. Quando muito, um microfone para o intérprete se a sala for grande, ou equipamento portátil numa visita a um sítio barulhento.
      04

      Quantos intérpretes são necessários, e porquê

      Na simultânea, acima de uma hora, são dois por língua, a revezar de vinte em vinte minutos.

      A pergunta chega quase sempre assim: «Mas eu só preciso de uma língua, não basta um intérprete?» Na simultânea, se a sessão passar de uma hora, não.

      A razão é fisiológica, e não sindical: interpretar em simultâneo obriga a ouvir, compreender, reformular e falar ao mesmo tempo, sem parar. A qualidade começa a cair ao fim de cerca de trinta minutos, e a partir daí vai descendo, cada vez mais depressa. Quem contrata um só intérprete para um dia inteiro não poupa metade: fica com a primeira meia hora boa e o resto a degradar-se, precisamente nas horas em que se decidem as coisas. Numa sessão até uma hora, essa descida ainda é curta e um intérprete consegue segurar a qualidade até ao fim.

      Na consecutiva e na sussurrada, um intérprete chega para sessões curtas. Acima de uma hora, também são dois. E multiplica-se por língua: uma conferência de um dia interpretada para três línguas leva seis intérpretes, não três.

      Um congresso de um dia, interpretado para duas línguas, leva quatro intérpretes

      Se te propuserem dois, a comparação de preços deixa de fazer sentido, porque o serviço é outro.
      05

      Quando tens de reservar os intérpretes

      O equipamento arranja-se; a agenda dos intérpretes é que é escassa. Reserva assim que tiveres data e línguas, e manda os materiais pelo menos 48 horas antes.

      Cabinas e recetores alugam-se, e uma plataforma contrata-se numa tarde. Intérpretes de conferência de uma dada combinação de línguas, em Portugal, há os que há, e os melhores fecham a agenda com meses de antecedência, sobretudo em época de congressos. Por isso a ordem certa é esta:

      1

      Assim que tiveres data e línguas

      Diz-nos, mesmo sem programa nem sala fechada. É o que nos deixa confirmar quem está livre e fazer o orçamento. A equipa só fica reservada com o pagamento da adjudicação.

      2

      Assim que tiveres sala

      Planta e condições técnicas, para se saber que cabina cabe lá e onde.

      3

      Pelo menos 48 horas antes

      Programa, lista de oradores, apresentações, siglas e nomes próprios. É o prazo dos nossos termos, e o mínimo de que um intérprete precisa para se preparar.

      PRAZO 48 horas antes
      4

      Na véspera

      Ensaio técnico, se for remoto ou híbrido.

      5

      No dia

      Os intérpretes chegam antes da hora e testam o som.

      Receber os materiais com antecedência é o que separa uma interpretação correta de uma interpretação boa. Com as apresentações na mão, o intérprete chega à sala a saber como se diz o nome do teu produto, a sigla interna e o apelido do convidado. Sem elas, acerta no sentido mas arrisca falhar no detalhe, que é justamente o que a tua plateia conhece melhor.

      06

      Quanto custa a interpretação, e o que entra no preço

      Interpretação não se paga à palavra. Paga-se por tempo de intérprete: entre 300 € e 600 € + IVA por intérprete (369 € a 738 € com IVA), conforme o caso.

      A conta faz-se assim:

      PARCELACOMO CONTA
      HonoráriosEntre 300 € e 600 € + IVA por intérprete (369 € a 738 € com IVA a 23%), conforme o caso; o valor exato fica fechado no orçamento. O tempo conta-se por meia jornada (4 horas) ou jornada (7 horas), cada uma com uma hora de tolerância, a partir do momento em que o intérprete é chamado ao local. Na simultânea, acima de uma hora, são dois intérpretes por língua.
      Horas extra100 € + IVA (123 € com IVA) por hora e por intérprete, para lá da hora de tolerância.
      EquipamentoCabina, consola e recetores, se formos nós a levar. O preço fica fechado no orçamento, com e sem IVA. Se já tens, não pagas.
      MontagemIncluída quando o equipamento é nosso.
      Deslocação0,40 € + IVA por quilómetro (0,49 € com IVA) para lá de 30 km do nosso escritório do Porto. Viagens e estadia fora do país orçamentam-se à parte.
      RefeiçõesPor conta de quem organiza, de qualidade comparável à dos convidados. Se não houver refeição prevista, 25 € + IVA por intérprete e por refeição (30,75 € com IVA) e pelo menos 60 minutos para comer.
      GravaçãoSó com acordo escrito prévio, e acrescenta 30% a 50% ao valor dos honorários, porque gravar é usar o trabalho do intérprete para lá do momento em que é ouvido. A interpretação remota e a transmissão aos próprios participantes não contam como gravação.

      O que reserva a equipa é o pagamento da adjudicação. Até ele chegar, não conseguimos segurar a agenda dos intérpretes, por muito adiantada que esteja a conversa, e por isso a disponibilidade confirma-se outra vez no momento em que adjudicas. O pagamento é de 100% na adjudicação, ou de 70% na adjudicação e 30% até 30 dias depois da fatura, conforme o projeto.

      As condições de cancelamento vêm escritas no orçamento, para saberes com o que contas antes de adjudicares.

      Exemplo real: um congresso médico de cinco dias no Porto

      Cerca de 4000 participantes e interpretação em quatro salas de 500 pessoas, em português, espanhol e inglês. As horas extra foram cobradas à parte.
      07

      Da conferência à visita à fábrica

      Nem toda a interpretação é uma conferência numa sala. E a lista não acaba aqui: se o teu caso não aparece, pergunta.

      Eventos, conferências e congressos

      Simultânea em cabina, dois intérpretes por língua quando a sessão passa de uma hora, e os materiais com antecedência. É o caso para o qual foi escrito o resto desta página.

      Formação

      Sessões longas, com perguntas e interação. A duração muda a conta dos intérpretes, e os materiais têm de chegar antes, porque cada formação tem o seu vocabulário.

      Auditoria e inspeção

      O intérprete acompanha os auditores de sala em sala, muitas vezes com ruído. É interpretação de acompanhamento, em movimento.

      Visita a fábrica ou obra

      O ruído decide: acima de certo nível a voz não passa, e é preciso equipamento portátil, com emissor e recetores.

      Língua gestual portuguesa

      Para eventos, formações e conteúdos. Entra na mesma conversa que as legendas para surdos e a audiodescrição, que também fazemos.
      08

      Como pedir orçamento

      O que precisamos de saber para te dar uma primeira resposta em 24 horas úteis.

      Se nos disseres isto de uma vez, respondemos depressa. Se faltar alguma coisa, vamos ter de perguntar, e perde-se um dia.

      1. Data e horas: início, fim e intervalos.
      2. Onde: a morada, ou a plataforma, se for à distância.
      3. Línguas, e em que sentido: de português para inglês não é o mesmo que nos dois sentidos.
      4. Quantas pessoas vão ouvir noutra língua.
      5. Que tipo de encontro é: evento, reunião, formação, auditoria, visita.
      6. Se a sala já tem equipamento, ou se é preciso levar tudo.
      7. Programa, se já existir, mesmo que seja um rascunho.

      E se não souberes metade disto, diz-nos na mesma. A data e as línguas chegam para começar.

      Diz-nos a data e as línguas. O resto vamos resolvendo contigo.

      Pede um orçamentoOrçamento gratuito · Primeira resposta em 24 horas úteis

      Perguntas frequentes

      P1Qual é a diferença entre tradução e interpretação?
      A tradução é escrita e a interpretação é falada. O tradutor trabalha sobre um texto, com tempo para rever; o intérprete trabalha ao vivo, sobre o que está a ser dito. São profissões diferentes, e contratam-se de maneira diferente: a tradução paga-se à palavra, a interpretação por tempo de intérprete.
      P2Tradução simultânea e interpretação simultânea são a mesma coisa?
      Não. A interpretação simultânea é falada: o intérprete diz na outra língua, em voz alta, o que o orador está a dizer, e quem ouve usa auscultadores. A tradução simultânea é escrita: o que se diz aparece traduzido em texto, ao vivo, no ecrã. Uma serve quem ouve, a outra serve quem lê. Esta página trata da interpretação; se o que precisas é de texto no ecrã, diz-nos no pedido de orçamento.
      P3Preciso de interpretação simultânea ou chega a consecutiva?
      Com mais de quinze pessoas a ouvir noutra língua, ou com o programa apertado, precisas de simultânea. A consecutiva não leva equipamento, mas faz o evento durar o dobro, porque tudo é dito duas vezes. Serve para reuniões pequenas e discursos curtos.
      P4Porque é que a interpretação simultânea precisa de dois intérpretes?
      Acima de uma hora, porque a qualidade da interpretação simultânea começa a cair ao fim de cerca de trinta minutos e, passada uma hora, a descida já se nota. Os dois revezam-se de vinte em vinte minutos. Em sessões mais curtas, um intérprete por língua chega.
      P5Levam o equipamento de interpretação simultânea?
      Podemos levar: cabina insonorizada, consola, microfones e recetores para a plateia. A montagem é nossa: montamos e testamos antes de a sala abrir, desde que tenhamos acesso ao espaço com a antecedência combinada, e a assistência técnica durante a sessão combina-se à parte. Se já tiveres equipamento, ou a sala o tiver, usamos esse.
      P6Fazem interpretação remota (RSI), no Zoom ou no Teams?
      Sim. A interpretação remota faz-se no Zoom e no Teams, com canais de língua próprios: cada pessoa escolhe o idioma que ouve. Quem fala e quem interpreta ligam-se por cabo e usam auriculares com fio, e faz-se um ensaio técnico antes.
      P7Com quanto tempo tenho de reservar?
      Assim que tiveres data e línguas, mesmo sem programa: o que escasseia são os intérpretes, não o equipamento, e os melhores fecham a agenda com meses de antecedência. A equipa só fica reservada com o pagamento da adjudicação.
      P8Preciso de mandar os materiais antes?
      Sim, no mínimo 48 horas antes: apresentações, guiões, siglas e nomes próprios. É o que separa uma interpretação correta de uma boa. Vídeos só se interpretam a pedido e depois de recebermos o guião, porque um vídeo sem guião é o que um intérprete menos consegue antecipar.
      P9Fazem interpretação em língua gestual portuguesa?
      Sim. Intérpretes de língua gestual portuguesa, ao vivo na sala ou em janela de vídeo, para eventos, formações e conteúdos.
      P10Fazem interpretação em eventos híbridos?
      Sim. O ponto crítico é o som da sala chegar limpo aos intérpretes, e resolve-se no ensaio técnico da véspera.
      P11Posso gravar a interpretação?
      Só com acordo escrito prévio. A interpretação destina-se a ser ouvida em direto: gravá-la, transcrevê-la ou difundi-la para lá dos participantes do evento é outro uso, pago à parte, que acrescenta 30% a 50% ao valor dos honorários. A interpretação remota e a transmissão da sessão aos próprios participantes não contam como gravação. Diz-nos antes do evento, para ficar escrito no orçamento.
      P12E se eu tiver de cancelar a interpretação?
      As condições de cancelamento vêm escritas no orçamento, para saberes com o que contas antes de adjudicares.
      P13Quanto custa a interpretação?
      Entre 300 € e 600 € + IVA por intérprete (369 € a 738 € com IVA), conforme o caso, com o valor exato no orçamento. O tempo conta-se por meia jornada (4 horas) ou jornada (7 horas), e somam-se o equipamento, se formos nós a levar, e a deslocação, para lá de 30 km do Porto. As horas extra custam 100 € + IVA (123 € com IVA) por hora e por intérprete.

      Trabalhas num setor regulado?

      Cada setor tem as suas normas, os seus riscos e os seus prazos. Vê como trabalhamos no teu, com casos reais.

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